Cotovelo de tenista: o que é e como tratar?

cotovelo de tenista

Epicondilite Lateral do Cotovelo também conhecido por o “cotovelo de tenista” caracteriza-se por inflamação e microrrotura de fibras nos tendões extensores do antebraço. Os sintomas incluem dor no epicôndilo lateral do cotovelo, a qual pode irradiar para o antebraço.

Geralmente ligada a desportos de raquete, mas nem sempre.

Esta patologia está muito ligada a desportos de raquete pelo uso repetido dos extensores do carpo e músculos longos do antebraço, assim como constantes mudanças de supinação e pronação do punho.

O uso repetido destas estruturas, e de diferentes ângulos e/ou a fraqueza das mesmas podem ser a origem do desenvolvimento desta patologia. Existem outras causas que estão ligadas aos equipamentos utilizados, que podem ser: a tensão nas cordas da raquete estar incorreta, a vibração da raquete aquando da batida da bola, o “grip” não ser o adequado.

Nas causas não desportivas podemos encontrar pessoas que repetem também certos movimentos como o rodar de uma chave de fendas ou o digitar num teclado de computador.

Sintomas

  • Dor ou sensibilidade na parte externa do cotovelo.
  • Dor ao estender o punho ou a mão. 
  • Aumento da dor ao levantar objetos pesados.
  • Dor durante a flexão de dedos, ao pegar um objeto, ao cumprimentar com aperto de mão ou girar objetos.
  • Dor que origina no cotovelo e irradia até o antebraço ou sobe para o braço.

Como diagnosticar o cotovelo de tenista?

Para alem das queixas características do paciente, um dos testes mais utilizado é o Teste de Cozen.

Este teste consiste em colocar o cotovelo do paciente a 90º, punho em pronação, palpar o epicôndilo lateral do cotovelo e pedir que faça extensão do punho contrariando a resistência do Enfermeiro de Reabilitação. É positivo quando é relatada dor no epicôndilo lateral do cotovelo

Como tratar o Cotovelo de Tenista?

O tratamento da epicondilite lateral do cotovelo pode ter várias abordagens consoante o tipo de atividade e paciente que tratamos.

Para além da abordagem tradicional como o descanso, gelo, anti-inflamatórios e alongamentos dos extensores do punho, podem ser utilizadas técnicas minimamente invasivas desenvolvidas em cooperação entre o médico fisiatra especialista em intervenção e o Enfermeiro Especialista em Reabilitação que detalham o programa de reabilitação adequado ao paciente.

Numa fase não aguda da patologia procura-se modificar ou adaptar a atividade que potenciou o desenvolvimento da patologia.

No caso de causa não desportiva, procuramos tornar a atividade mais ergonómica e reforçar as estruturas envolvidas para que se minimize a recidiva. Se a atividade desportiva é extremamente importante para o paciente deve haver um trabalho muscular e tendinoso a nível de reforço das estruturas envolvidas diretamente e indiretamente, potenciado o gesto técnico e a performance desportiva.

Resultados obtidos no tratamento do Cotovelo de Tenista

É de esperar que com o acompanhamento e trabalho desempenhado a dor desapareça e haja um aumento da capacidade muscular e funcional das estruturas envolvidas.

Cotovelo de Tenista não deve ser ignorado. Sem o tratamento adequado, é improvável que desapareça sozinho e pode até começar a irradiar para o antebraço e pulso.

Devolvendo a qualidade de vida que o paciente tinha antes da lesão, permitindo-o voltar à sua prática laboral e/ou desportiva.

Se pretende resolver este ou outro problema semelhante fale comigo e vamos delinear a melhor estratégia para lhe devolver a qualidade de vida que merece.

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